sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

CANTAR COM OS MAIS NOVOS

3. Música nas Missas com Crianças

por Antonio José Ferreira

Em determinados momentos do percurso catequético, pelo menos, há toda a vantagem em fazer celebrações com crianças. A celebração só com crianças (com alguns adultos apenas) é minoritária, sobretudo ao Domingo. O mais comum entre nós é as crianças participarem nas assembléias dominicais gerais, muitas vezes sem a participação ativa desejável. As crianças aprendem fazendo, e louvam a Deus pela ação e o movimento.

Como em qualquer eucaristia, a participação nas Missas com Crianças deve ser ativa, interior e exterior. O Diretório Romano das Missas com Crianças reconhece ao canto um papel muito importante, dando prioridade às aclamações, sobretudo as aclamações da Oração Eucarística. Os cantos da Glória e do Credo, o Santo, e Cordeiro de Deus podem ser adaptados, não devendo ser excessivamente longos, além das qualidades que são naturalmente exigíveis à música e aos textos.

O canto entre as leituras deve ser sálmico e ter melodia simples. Deve cantar-se ao menos o refrão, como ressonância da 1ª leitura. Uma hipótese é usar em certos tempos litúrgicos um refrão comum que vá ao encontro da primeira leitura. Um salmo para o Advento, dois salmos para a Quaresma e outros dois para a Páscoa, por exemplo, são hipóteses a ter em conta.

Depois da homilia pode cantar-se um cântico adequado (DMC 46). O canto contribui para a assimilação da Palavra de Deus e é uma forma importantíssima de participação das crianças.
A assembléia tem um protagonismo inalienável no canto. Participar é ouvir, mas não se limita à audição. Mesmo quando não há animador da assembléia, mesmo quando não há órgão ou outros instrumentos, mesmo quando não há coro, há sempre a possibilidade de os cristãos reunidos cantarem. Um animador poderá ajudar muito as crianças, com um gesto, um sorriso, um olhar.
O canto a solo é muitas esquecido nas missas com crianças. Assim como se pode pedir às crianças que façam uma leitura ou uma oração, pode-se pedir e preparar as crianças mais dotadas para cantarem como solistas, uma estrofe de um cântico ou uma invocação. Pode-se criar também um pequeno coro de crianças vocalmente mais aptas, coro que dê segurança e dialogue com o grande coro.

O modo de execução dos cânticos pode melhorar e diversificar-se também com um refrão cantado e frases de louvor recitadas (após a comunhão). Outro modo de fazer em certas eucaristias e certos momentos é as crianças cantarem os solos e a assembléia o refrão, ou então um grupo de crianças dialogar com o coro adulto. Uma relação estreita entre o animador da liturgia e o animador da catequese pode abrir novas perspectivas ao canto com os mais novos.

Muitas crianças tiveram ou têm Educação Musical na escola, incluindo flauta de bisel (flauta doce), um instrumento doce que pode enriquecer alguns cânticos. Acompanhamento, prelúdios e interlúdios de órgão ou violão, podem enriquecer as celebrações e motivar os adolescentes, jovens e crianças. Certos instrumentos de percussão como as maracas, afoxé, triângulo, podem valorizar a celebração litúrgica e a catequese.
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