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Advento, espera por Deus através das nossas fraquezas

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Artigo de Bernard Ginisty É a isto que o tempo do  Advento  nos convida: a "reencontrar o rastro do homem na sua fragilidade". A opinião é do filósofo francês  Bernard Ginisty , cofundador da associação  Démocratie et Spiritualité  e ex-diretor da revista  Témoignage Chrétien . O artigo foi publicado no sítio  Garrigues et Sentiers , 16-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto . Eis o texto. Propondo todos os anos a liturgia do  Advento , a Igreja convida a viver a relação com  Cristo  como novidade permanente e não como posse satisfeita. Quando Jesus começa a ser falado,  João Batista  mandou alguns dos seus discípulos para interrogá-lo: "És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?". A sua resposta não consiste em ensinar um dogma ou em tomar posição nas disputas religiosas do seu tempo. "Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam...

Descobrir o Cristo frágil em meio às contradições da esperança

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Eurivaldo Silva Ferreira                   O tempo do Advento, que logo celebraremos, nos coloca em sintonia com um Deus que se dá através da graça. Sua graça é misteriosamente percebida pela esperança da vinda futura de Jesus Cristo, e, concreta, na sua vinda histórica: ‘ele veio uma vez na carne, mas virá uma segunda vez, na glória’. Mas, continua nos visitando na pessoa do irmão, da irmã, como numa vinda intermediária.         São Bernardo de Claraval afirma que a vinda intermediária de Cristo acontece de forma oculta somente aos que o veem em si mesmos e recebem a salvação. Na vinda do Cristo compreendemos a manifestação do poder da graça de Deus[1]. Nesta compreensão o esforço de participar do bem do mundo e para o mundo representa o esforço de nossa participação na recepção da proposta de salvação oferecida por Jesus. Jesus é então o esforço moral que representa o alcance do bem em nós. Também...