Os mistérios do tempo Penha Carpanedo A seção “A páscoa nossa de cada dia”, em nossa revista, é um espaço onde repartimos ecos de experiência ou meditação de quem mergulhou no mistério de Deus em sua vida e nos ajuda a traduzir no concreto de nosso cotidiano o que celebramos na liturgia. Nesta edição trazemos mais uma vez a voz de Anselm Grün [1] , agora sobre a convivência com o tempo , do seu livro No ritmo dos monges , editado pela Editora Paulinas. Embora o seu ponto de partida seja a comunidade monástica da qual faz parte, na Alemanha, o que ele propõe está muito próximo de toda pessoa que busca um equilíbrio interior numa cultura que “corre contra o tempo”. Trata-se de re-descobrir o tempo, além do que é medido pelo relógio, no qual somos chamados/as a imprimir uma marca, a escrever uma história, a viver no limitado a eternidade de Deus. “Em um tempo que é medido somente pelo cronômetro, nada pode desabrochar”, diz o autor. E acrescenta: “O tempo mensurável obriga-nos a ficar em ...