terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Rede Celebra - 2º Encontro dos núcleos do Estado de SP


Memória, por Eurivaldo S. Ferreira


Aconteceu em Indaiatuba – SP, na Casa de Retiros Vila Kostka, o 2º Encontro dos Núcleos da Rede Celebra no Estado de São Paulo. Nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro de 2007, os grupos que lá estiveram reunidos vivenciaram momentos de partilha da caminhada da Rede Celebra e de estudo da teologia litúrgico-musical, além da abordagem de uma espiritualidade litúrgica a partir do Ofício Divino das Comunidades.

Tiveram prioridade as pessoas que participarem no primeiro encontro da Rede, ocorrido em 03 de setembro do ano anterior, além de outras pessoas que, movidas pelo desejo de participação na Rede, anseiam pela busca de uma espiritualidade consistente, de forma popular, mas estritamente litúrgica, quer rezando o Ofício Divino das Comunidades, quer compartilhando suas experiências pessoais e litúrgicas a serviço de sua comunidade eclesial. Esses desejos só puderam ser coroados com significativas celebrações do Ofício Divino das Comunidades em vários momentos.

Esta expressão da comunidade orante, que é uma característica natural do mesmo Ofício, pode ser percebida na própria comunidade, numa perspectiva de abertura ao próximo, ao mesmo tempo que numa atitude que parte do interior de cada um. Certamente num espaço com uma ambientação preparada e propícia para a contemplação, a oração ligada ao sol nascente e ao sol poente, ajudou os participantes a também fazer essa relação com o próprio Mistério de Cristo em suas vidas.

Muito colaborou com a reflexão a Ir. Penha Carpanedo, membro da Rede Celebra Nacional e do núcleo da capital de São Paulo, apresentando ao grupo um breve panorama do Oficio Divino das Comunidades, sua história, sua teologia e sua espiritualidade. Penha ainda incentivou os grupos a descobrirem o elemento central da reflexão anterior, retomando o sentido do celebrar através das horas. Muito pedagogicamente, introduziu os participantes nesta reflexão, destacando seus elementos principais.

Márcio Antonio de Almeida, membro da Rede Celebra do núcleo da capital de SP, contribuiu com um ensaio de cantos e, atribuindo-se do método mistagógico, introduziu os participantes nos elementos cantados da Vigília e do Ofício da manhã. Ainda, em contato com a natureza, num espaço aberto, pôde o grupo apoderar-se da mesma reflexão mistagógica, num sentido mais aprofundado do canto como elemento do ODC, utilizando-se do salmo 30. Através da leitura orante e atenta deste salmo, fez com que se descobrisse a atitude que cada qual se coloca diante da realidade que o próprio salmo traz, e, como conseqüência, o leitor orante é convidado a cantá-lo com conhecimento de causa, cantar de coração, de modo “que a mente concorde com a voz” (SC 90).

Os participantes também apresentaram de maneira resumida a caminhada de seus próprios núcleos, destacando experiências positivas e as dificuldades na caminhada. Foi o momento também de se destacar a vontade que os núcleos têm em manter as chamadas escolas de formação, quer no sentido bíblico-litúrgico, quer no sentido pastoral, além de incentivar novas escolas em regiões ainda carentes dessa prática. Isso vem preencher uma necessidade já abordada no primeiro encontro dos núcleos, em 2006.

Claro que muito do que se viveu nestes três dias é fruto de uma experiência já bem amadurecida pela Celebra Nacional, cujo compromisso assumido em sua última assembléia está firmado em dois pilares: formação e articulação. De fato, quem pertence à Rede, se inclui nela em função de um serviço à Igreja, e uma das características da Rede Celebra é fazer e oferecer conteúdo com consistência, mas sem muito barulho...

E é espelhado na reflexão que se partiu em nível nacional, que a Rede Celebra do Estado de São Paulo firma sua caminhada e aponta para novos rumos, ampliando suas fronteiras e atuando numa Igreja toda ministerial, acreditando na força do ministério leigo como fruto dessa renovação e, ao mesmo tempo, pensando nas ideologias superficiais muitas vezes apresentadas nas realidades eclesiais e em movimentos específicos.
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