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O canto litúrgico quaresmal - Ano C - 2016

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Eurivaldo Silva Ferreira             O Canto dos Anjos, adquirido da internet (He Qi Galley)                 Cada ano a Igreja se une ao mistério de Jesus no deserto durante quarenta dias – quaresma -, vivendo um tempo de penitência e austeridade, de conversão pessoal e social, especialmente pelo jejum, a esmola e a oração, conforme o Evangelho de Mateus (Mt 6, 1-6.16-18), proclamado na Quarta-feira de Cinzas, em preparação às festas pascais. São cinco domingos mais o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, que inicia a Semana Santa, também chamada Semana Maior. É este um tempo forte e privilegiado, em que fazemos nosso caminho para a Páscoa, renovando nossa fé e nossos compromissos batismais, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade com os irmãos. Tal austeridade deve se manifestar no espaço celebrativo, nos gestos e símbolos, como também no canto e na música, para depois s...

25º CELMU é realizado em São Paulo/SP

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De 5 a 15 de janeiro aconteceu na capital de São Paulo o Curso Ecumênico de Formação e Atualização Litúrgico-musical (CELMU), promovido por várias entidades que dialogam na dimensão ecumênica e com o apoio do Setor de Música Litúrgica da CNBB. O curso é realizado em três etapas que duram 10 dias cada, sempre no mês de janeiro, com entrega de certificados. Há também a possibilidade da realização de uma 4ª etapa para aqueles que já o concluíram e desejam aprofundamento e reciclagem.  A edição comemorativa de 25 anos neste ano contou com mais de 100 participantes de várias regiões do país, e aconteceu no Colégio Cristo Rei, na Vila Mariana.  O CELMU quer dar oportunidade à criação de momentos e espaços favoráveis para o conhecimento e o fazer litúrgico-musical. É oferecido a pessoas que se dispõem a serem, de alguma forma, multiplicadores e animadores da formação litúrgico-musical nas bases. Ele quer fomentar a formação para a música litúrgica, auxiliando as comunidade...

Advento, espera por Deus através das nossas fraquezas

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Artigo de Bernard Ginisty É a isto que o tempo do  Advento  nos convida: a "reencontrar o rastro do homem na sua fragilidade". A opinião é do filósofo francês  Bernard Ginisty , cofundador da associação  Démocratie et Spiritualité  e ex-diretor da revista  Témoignage Chrétien . O artigo foi publicado no sítio  Garrigues et Sentiers , 16-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto . Eis o texto. Propondo todos os anos a liturgia do  Advento , a Igreja convida a viver a relação com  Cristo  como novidade permanente e não como posse satisfeita. Quando Jesus começa a ser falado,  João Batista  mandou alguns dos seus discípulos para interrogá-lo: "És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?". A sua resposta não consiste em ensinar um dogma ou em tomar posição nas disputas religiosas do seu tempo. "Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam...

Eis que o Advento vem aí!

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Eurivaldo Silva Ferreira  Tempo do Advento: parte integrante do Ciclo do Natal, como tempo de preparação (espera pelo Senhor que vem). O Ciclo do Natal é identicamente ao Ciclo da Páscoa, comporto por um tempo de preparação, a festa principal, uma festa na oitava, e um tempo “esticado” para se fazer memória de outros aspectos da mesma festa.  Possui duas dimensões celebrativas: celebramos o mistério do Senhor que veio e que virá. Nos dois primeiros domingos: O Senhor virá ; nos dois domingos seguintes: O Senhor veio . O sinal sacramental da espera, próprio do tempo, faz alusão à segunda vinda de Jesus.  Advento tem a ver com o mundo e com a Igreja: a proposta da Igreja que anseia pela vinda do Senhor tem ressonância no mundo. Ela anseia pela vinda do Senhor, mas enquanto sua vinda não se faz plenamente, celebra, louva e distribui os sacramentos, na esperança de sua plena concretização. É como se vivêssemos as propostas do Reino (já), mas não ainda em sua plenitu...

Música litúrgica: entre beleza, simbolismo e expressividade

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Eurivaldo Silva Ferreira             Introdução: de que beleza falamos mesmo?                    As comunidades estão cada vez mais redescobrindo que a liturgia é um encontro, uma ação, um acontecimento e uma festa. A celebração não se faz só com palavras, mas também com movimentos, gestos, música e dança. O batismo, a santa ceia, a celebração da palavra, o oficio divino, as vias-sacras, as procissões, as romarias são ações simbólicas que nos permitem expressar em linguagem humana a presença escondida do Deus que se fez ‘carne’, humano com os humanos (1Jo 1, 1-4). Esses gestos são a linguagem da nossa adoração e da nossa comunhão com ele na intimidade do seu amor. O fruto que colhemos na liturgia, a graça de Deus que dela nos vem para o nosso crescimento na fé passa pela expressividade da ação litúrgica. (Carta de Princípios da Rede ...