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A Quaresma como itinerário pascal

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Eurivaldo Silva Ferreira [1] Ano Litúrgico: itinerário pedagógico da fé Uma das atribuições da Igreja é fazer com que seus fiéis se aproximem da graça salvadora de Cristo. Os fiéis fazem isso toda semana, no Domingo, justamente denominado Dia do Senhor, celebrando a ressurreição de Cristo, também de maneira mais especial no período do Tríduo Pascal. Logo, quem participa das ações litúrgicas, entra em contato com a riqueza das virtudes e méritos de Jesus Cristo, por isso o mistério de Cristo anunciado e vivido ao longo de um ano possibilita a quem crê a plenitude da graça da salvação. Toda ação de Cristo operando em prol de sua comunidade de fé, orante e reunida em assembleia, ocasião em que toma contato com a pregação, a vivência e o anúncio do Reino de Deus feito por Jesus, é um itinerário pedagógico, o qual chamamos de Ano Litúrgico. O Ano Litúrgico, vivido como sinal sacramental da atuação do Cristo que se mostra com toda a sua força atuante, alimenta a piedade dos fiéi...

O Tempo do Advento, em poucas palavras

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Eurivaldo Silva Ferreira              No Ano Litúrgico, o Ciclo do Natal reassume uma identidade pascal, inspirando-se no Ciclo da Páscoa: um tempo de preparação, a festa principal, uma festa na oitava, e um tempo “esticado” para se fazer memória de outros aspectos da mesma festa. O Advento é caracterizado por duas dimensões: o anseio pela última vinda do Senhor (nas duas primeiras semanas) e a recordação de sua primeira vinda (nas duas últimas semanas) como preparação imediata ao Natal. O sinal sacramental da espera, próprio do tempo, faz alusão à segunda vinda de Jesus. No início do Ano Litúrgico, o Tempo do Advento relaciona-se com a proposta da Igreja que se faz presente no mundo. Ela anseia pela vinda do Senhor, mas enquanto sua vinda não se faz plenamente, celebra, louva e distribui os sacramentos, na esperança de sua plena concretização. É como se vivêssemos as propostas do Reino (já), mas não ainda em sua plenitude (ainda não). Por i...

Celebrar a Festa de Todos os Santos e Santas

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Eurivaldo S. Ferreira No Senhor alegremo-nos todos, Celebrando dos Santos a festa. Anjos cantam conosco, exultando Quem a glória de Deus manifesta! (cf. Antífona do dia da Festa de Todos os Santos)                 A Festa de Todos os Santos e Santas é sempre celebrada no dia 1º de novembro. Na liturgia da Igreja, esta festa é transferida para o domingo que sucede o dia de Finados. Os santos e as santas são contemplados da Igreja na categoria daqueles que sofreram e foram glorificados com Cristo. Por isso, diz a Sacrosanctum Concilium, que “ao celebrar a passagem dos santos deste mundo ao céu, a Igreja proclama o mistério pascal de Cristo cumprido neles”.                 A exemplo dos santos e santas a Igreja busca viver a santidade, pois estes tiveram suas vidas devotadas pelo mistério pascal. A liturgia que celebram...

Escola de Liturgia e Música litúrgica em Joinville - SC

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Valério (participante da Escola) Nos dias 04, 05 e 06 de outubro aconteceu a última etapa da Escola de Música e Liturgia, promovida pela Diocese de Joinville, e direcionada aos músicos, cantores e leitores das paróquias da diocese. Esta foi a última de quatro etapas e aconteceu na casa de retiro do Sagrado Coração de Jesus em Jaraguá do Sul. A formação foi ministrada pelo Pe. Mirin, a irmã Penha e o músico Eurí; todos da Rede Celebra. O objetivo foi orientar os músicos, cantores e leitores sobre as diretrizes litúrgicas para as celebrações propostas pelo Concílio Vaticano II e, consequentemente, pela CNBB. A iniciativa foi do Pe. Luciano, coordenador diocesano de pastorais, com a colaboração da Cristina, da Benta, do Joesano e outros grandes amigos que se dedicaram à organização, alimentação e demais tarefas em todas as etapas da Escola. No dia 01 de dezembro, acontecerá na comunidade Arca da Aliança em Joinville, um grande ensaio musical com os cantos do tempo ...

Maria, a discípula que acreditou

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Eurivaldo Silva Ferreira                         Às vésperas da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, ouso oferecer aos leitores uma breve reflexão sobre Maria e o culto a ela estabelecido no decorrer do Ano Litúrgico.             Maria é a primeira na fileira das santas testemunhas da ressurreição. Mãe do Verbo, a santa por excelência entre os santos e santas, assim ela é contemplada na estrutura das Orações Eucarísticas. Sendo discípula, é imagem da Igreja e seu modelo, “consolo e esperança para o povo ainda a caminho” (Prefácio da Assunção de Nossa Senhora). Está unida à obra da salvação de seu Filho por um vínculo indissolúvel (SC, 103). Nela a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da Redenção, honrando-a (cf. LG 53) e tomando-a como ícone do seu próprio caminho de seguimento do...

Retorno à liturgia como fonte de espiritualidade

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Devo confessar toda a minha preocupação e também o meu sofrimento com uma permanente incompreensão da relação liturgia e espiritualidade, ou melhor, com um equívoco que me parece sempre mais profundo e certificado. Quem, como eu, conhece há anos uma vida cristã alimentada pelos exercícios de piedade, pelas devoções e manifestações da piedade popular, alimentou grandes esperanças quando veio a reforma litúrgica: naquele momento, de fato, se descobria e se assumia a convicção de que a vida espiritual pessoal não pode ter outra fonte que a liturgia, a liturgia eucarística sobretudo, a liturgia das horas, a liturgia dos sacramentos. Como não admitir, por exemplo, que a restauração da vigília pascal desejada pela reforma de  Pio XII, no início dos anos 50, mudou a nossa espiritualidade, pondo no seu centro o mistério pascal, o mistério da morte e ressurreição do Senhor Jesus? E como esquecer o “missalzinho”, aquele excelente livro de oração pessoal, que oferecia a eucologia ...

Relato de uma experiência de oração nas casas

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             Lourdes é mulher de fé, de oração, além de ser uma pessoa portadora de um carisma enorme, que convoca e reúne outras pessoas ao seu redor. Conheço esta servidora do Senhor desde minha infância, ocasião em que, frequentando a comunidade, a víamos entrar com um grupo de crianças, sempre sentando no segundo banco da igreja. Crianças que em sua maioria eram ajudadas por ela na oração e na catequese. Sua firmeza na fé a faz ser uma pessoa de garra, com a qual sempre se dispõe a olhar para o/a outro/a com uma característica que só ela possui. Há cerca de um ano começou um grupo para rezar o Ofício Divino nas casas. Numa dessas noites de Vigília , no momento da Recordação da Vida , emocionou-nos com o relato abaixo:                       “25 de julho, quarta-feira de 2012. Quarta-feira à noite. Primeira celebração do Ofício Divino das Comunidades nas casas. ...