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A mulher Maria e o projeto bíblico de salvação querido por Deus

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            Eurivaldo Silva Ferreira                      Uma lei imposta pelo faraó mandava matar todos os meninos do sexo masculino que nascessem de mulher hebreia. Duas parteiras do Egito desobedeceram à ordem do faraó, deixando sobreviver todos os meninos. Essas temiam a Deus e por isso Deus as recompensou. Uma mulher teve um filho homem e o manteve escondido por durante três meses, só então resolveu ‘despachá-lo’. Para que sobrevivesse à ordem dada pelo faraó, colocou-o num cesto em meio ao Rio Nilo. Uma menina acompanhou a trajetória desse cesto, rio abaixo. A filha do faraó, que tomava banho no rio encontrou o cesto e viu que nele tinha uma criança. A menina que acompanhou o cesto resolveu oferecer à filha do faraó uma espécie de ama de leite, a fim de amamentar o menino achado no rio. A ideia foi aceita e o menino foi devolvido ao palácio real quando...

Mistagogia, o que vem a ser isso?

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Eurivaldo Silva Ferreira Uma palavra – que parece ser nova, mas é muito antiga – está atualmente fazendo parte de vários textos de documentos da Igreja Católica. Trata-se da palavra ‘mistagogia’, que é uma forma pedagógica dos Pais da Igreja orientarem o processo da iniciação à vida cristã de muitos que queriam inserir-se na Igreja, entre os séculos III e IV da era cristã. O teólogo e liturgista L. F. Santana, da PUC-Rio afirma que os Pais da Igreja “são os transmissores privilegiados daquilo que viveram e testemunharam as comunidades cristãs da primeira hora”. Podemos dizer que “eles são as testemunhas qualificadas, devido sua experiência teológica, constituídas pelos dois pólos, intimamente conexos da Sagrada Escritura e da Igreja”, afirma a professora Rosemary Fernandes da Costa (PUC-Rio), especialista em mistagogia e catequeses mistagógicas. É por esse caráter relevante que o termo mistagogia ganha espaço na redação de muitos textos da Igreja, como contributo, tema relevante e fon...

Setembro: mês da Bíblia - um estudo do livro do Êxodo

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Eurivaldo Silva Ferreira O livro do Êxodo narra os eventos de libertação do povo hebreu Todo ano, durante o mês de setembro, a Igreja no Brasil dedica um estudo acerca de algum livro da Bíblia. Por isso temos o costume de chamar o mês de setembro de mês da Bíblia. Neste ano o livro a ser estudado será o Êxodo, mais precisamente o seguinte trecho: Êxodo 15,22 – 18, 27. Êxodo significa saída, passagem. Trata-se de um projeto em que Deus age como libertador, revelando-se aí como um Deus da esperança para um povo oprimido e já sem perspectivas de libertação. O ato do êxodo é o ato fundante por excelência da história do povo de Israel. Este povo se liberta das garras do faraó do Egito e atravessa o Mar Vermelho, rumo a uma terra prometida por Deus. Essa passagem marca a tradição. Dessa tradição bebem o judaísmo e o cristianismo, religiões que têm como ponto fundante este evento. Esta passagem é lida na 3ª leitura da Vigília Pascal. Entram na terra prometida e durante um bom tempo tentam...

O relato de Deus na humanidade da liturgia

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É preciso compreender a liturgia como exegese viva da Palavra de Deus e lugar eclesial da própria Palavra. Sim, a liturgia é o lugar da experiência da Palavra e do Espírito. A opinião é do monge e teólogo italiano Enzo Bianchi , em artigo publicado na revista mensal, italiana Jesus , junho de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto . Eis o artigo. O "hoje" da vida eclesial, um hoje que se refere a grande linhas dos últimos 15 anos, é marcado pelo conflito: "a liturgia", que, pela sua natureza, quer ser lugar de comunhão e espaço em que o Senhor ressuscitado e vivo doa a paz à sua comunidade ( "Pax vobis!" , Jo 20, 19.21.26), é "lugar de conflito", de contraposição, de deslegitimação recíproca, de acusações próprias a uma lógica sectária e, em todo caso, não conforme ao espírito do Evangelho. Toda a Igreja sofre com isso, é uma Igreja afflicta , para retomar uma expressão do magistério, e, nessa verdadeira situação de aporia, em qu...

Provocações - para pensar um pouco...

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Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, porque não quero. Não aceito nada que pessoas físicas ou jurídicas me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu tope. Se você tornar algo disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se insistir em disponibilizar, nada feito. Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, realizo, aplico, ponho em operação. Se pedir com jeito, até implemento, mas operacionalizar, jamais. O quê?!?!?!... você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, priorizo, ponho na frente, dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso. Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Pref...

Tempo Pascal: busca do eterno vivido nas tramas do tempo terreno

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Durante as celebrações do Tríduo Pascal pudemos evidenciar de forma ritual e sacramental os mistérios da vida de Jesus. Na Quinta-feira Jesus faz a ceia com seus discípulos e pré-anuncia numa forma ritual sua entrega na cruz; pede que nós guardemos essa memória através da ceia eucarística, a mesma ceia pascal judaica revestida de um novo caráter, a sua entrega. Na sexta-feira celebramos sua entrega corporal. A solene liturgia deste dia nos lembrou que a cruz está ligada ao sacrifício cruento de Jesus. Na cruz, a Igreja ergue o sinal da vitória, e nós igualmente a veneramos. No sábado, silenciamos durante o dia, pois a Igreja se depõe junto ao sepulcro do Senhor. Porém, nossa manifestação piedosa não poderia ter ficado apenas no silêncio. Era preciso manifestar essa ação de Jesus que desce à mansão dos mortos, assim como professamos no Credo, a fim de que, através da oração entendêssemos o ato de solidariedade de Jesus com todos os homens e mulheres mortos pelo pecado, representados por...

Escola de Liturgia realizada em Lins/SP

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Cerca de 25 pessoas de Birigui/SP participaram da 4ª edição da Escola de Liturgia em Lins, promovida pelo Itel e Rede Celebra - núcleo São Paulo - SP Liturgia combina com arte, beleza e mistério. Uma parte nós fazemos e a outra nos é dada. A frase de Rubem Alves expressa com propriedade o verdadeiro significado da ação litúrgica em nossas vidas. Em resumo, Liturgia (Lit = Povo. Urgia = Ofício, ação, trabalho) é o conjunto de ritos que expressam determinada crença, independentemente da religião. No entanto, é difícil expressar com meros conceitos o significado de algo tão grandioso. Neste sentido, aconteceu entre os dias 25 e 27 de março, no Instituto Teológico de Lins – ITEL, a 1ª etapa da Escola de Liturgia organizada pela Rede Celebra – CNBB e ITEL. A Escola de Liturgia está em sua 4ª edição. Representantes de diversas pastorais das Paróquias Imaculada Conceição e São Brás tiveram a oportunidade de estarem presentes e entrar em profundo contato com os elementos que envolvem a...