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Eucaristia: sacramento de transformação pessoal e universal

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Eurivaldo Silva Ferreira Em nosso último artigo falamos sobre a questão da inteireza do ser conseguida pela meta dos sacramentos na nossa vida. Neste sentido, a Eucaristia se faz ponto e cume da nossa ação sacramental, pois, através da ação ritual, ou seja, do celebrar o rito, ela nos torna “oferendas perfeitas ao Pai”. Falamos também da união dessa possibilidade de ação, isto é, daquilo que pretende o sacramento, com a ligação de sua conseqüência em nossa vida. Tudo isso ligado á fé, pois fé e vida caminham juntas. A Igreja diz que a norma da oração é a norma da fé e vice-versa. Também falamos da natureza dialogal da nossa adesão à fé, uma vez concedida através dos sacramentos e da nossa inserção na vida da Igreja através dos sacramentos da iniciação cristã. Neste artigo vamos tratar da celebração eucarística, a Missa, por assim dizer, e como ela pode se tornar, dada sua natureza sacramental, um verdadeiro caminho para adentrarmos no mistério pascal e a partir dele transformarmos a n...

Os sacramentos e a nossa experiência de fé

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Eurivaldo Silva Ferreira Muito de nossa experiência pessoal de fé é também alimento para nossa caminhada na Igreja. A fé é dada por Deus, mas pressupõe adesão ao seu convite. Em muitas passagens bíblicas Deus convida pessoas a formar com ele uma aliança e a ela aderir. Foi assim com Abraão, com Moisés, com os profetas, com os reis e etc. Estes, fielmente aceitaram o convite, seguiram e serviram o Senhor. Da mesma forma, a partir da experiência de fé já concedida a cada um e cada uma pelo batismo, no qual somos constituídos Igreja, comunidade reunida, somos convocados para celebrar o Dia do Senhor. É no Dia do Senhor, o Domingo, que nos reunimos em assembléia para fazer memória do Mistério Pascal de Cristo louvando e bendizendo a Deus por nos ter dado seu Filho. Aderindo à sua Palavra, firmando a nossa fé e ao mesmo tempo fazendo a experiência do mesmo Cristo que está presente na própria assembléia, na Palavra, na oração, no louvor, no pão e no vinho, pela força do Espírito Santo. Por m...

Cantando as Partes Fixas (Ordinário da Missa)

Relação entre música e rito: três tipos de canto na celebração, em grau de importância: 1) Missa em Canto – cantos do presidente da celebração e dos ministros em diálogo do Ordinário com a assembléia: saudação inicial do presidente, oração do dia, introdução ao Evangelho – diálogo, oração sobre as oferendas, prefácio, as diversas aclamações na Oração Eucarística, Oração do Senhor (Pai Nosso), com a introdução e o prolongamento, oração e saudação da paz, oração após a comunhão, as fórmulas de despedida. 2) Os cantos que constituem o rito: as partes do Comum da Missa, chamadas também de Partes Fixas ou Cantos do Ordinário, cantados em comum, pelo presidente, os ministros e toda a assembléia: Senhor, tende piedade de nós – Kyrie, Glória, Salmo responsorial, Creio (Símbolo), Preces, Santo, Aclamação memorial, Doxologia final. 3) Os cantos que acompanham o rito: as partes da Missa ou o próprio da Missa, cantos de abertura, aspersão do povo, aclamação ao Evangelho, resposta da oração univ...

HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS

HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS, diz o cardeal O cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões Colóquios noturnos em Jerusalém, declara: «Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimos, especialmente, àqueles que se sentem pequenos o pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos». Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus. Ele e milhões de pessoas ...

Carta aos agentes de música litúrgica do Brasil

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Brasília-DF, 25 de setembro de 2008 ML – C – Nº 0845/08 A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja. Ela é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC 10). Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo (cf. DGAE nº 67). Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor (cf. SCa 35). Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado. Acompanhamos, com entusiasmo e alegria, o florescer de grupos de canto e música litúrgic...

Liturgia da noite de natal

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Texto enviado por Pe. Marcelino Sikinski Anoitece. Dia 24 de dezembro. As famílias preparam a ceia de natal. Nas capelas e igrejas prepara-se o espaço celebrativo e as equipes de liturgia revisam e interiorizam as celebrações organizadas há mais tempo. É uma noite de festa e alegria que tem seu cume na celebração da comunidade. Aparecem as primeiras estrelas no céu. Anunciam festa e escondem em sua tênue luz, mistérios guardados por milênios, recordados no livro do Êxodo: Hoje, sabereis que o Senhor vem e nos salva. Amanhã vereis a sua glória (Ex 16,6-7). Desce a noite e a comunidade reunida no Senhor, inicia o canto “Noite Feliz”. Quem preside a celebração diz: Ó Deus que fizeste resplandecer essa noite com a claridade da verdadeira luz, concedei que, tendo vislumbrado na terra esse mistério, possamos gozar no céu sua plenitude. Que mistério é esse portador de tanta alegria? Leão Magno responde: Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia...