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HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS

HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS, diz o cardeal O cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões Colóquios noturnos em Jerusalém, declara: «Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimos, especialmente, àqueles que se sentem pequenos o pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos». Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus. Ele e milhões de pessoas ...

Carta aos agentes de música litúrgica do Brasil

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Brasília-DF, 25 de setembro de 2008 ML – C – Nº 0845/08 A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja. Ela é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC 10). Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo (cf. DGAE nº 67). Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor (cf. SCa 35). Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado. Acompanhamos, com entusiasmo e alegria, o florescer de grupos de canto e música litúrgic...

Liturgia da noite de natal

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Texto enviado por Pe. Marcelino Sikinski Anoitece. Dia 24 de dezembro. As famílias preparam a ceia de natal. Nas capelas e igrejas prepara-se o espaço celebrativo e as equipes de liturgia revisam e interiorizam as celebrações organizadas há mais tempo. É uma noite de festa e alegria que tem seu cume na celebração da comunidade. Aparecem as primeiras estrelas no céu. Anunciam festa e escondem em sua tênue luz, mistérios guardados por milênios, recordados no livro do Êxodo: Hoje, sabereis que o Senhor vem e nos salva. Amanhã vereis a sua glória (Ex 16,6-7). Desce a noite e a comunidade reunida no Senhor, inicia o canto “Noite Feliz”. Quem preside a celebração diz: Ó Deus que fizeste resplandecer essa noite com a claridade da verdadeira luz, concedei que, tendo vislumbrado na terra esse mistério, possamos gozar no céu sua plenitude. Que mistério é esse portador de tanta alegria? Leão Magno responde: Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia...

Música litúrgica - critérios para escolha dos cantos

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Música Litúrgica [1] CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DOS CANTOS Ione Buyst* Quando é que podemos dizer que uma música é litúrgica? O que se exige de uma música na liturgia? Em que critérios deverão se basear os responsáveis pela música litúrgica nas dioceses, paróquias e comunidades, para escolher o canto certo num repertório tão vasto de músicas de cunho “religioso”? E os compositores? A que exigências deverão obedecer suas criações, se quiserem prestar um serviço ao povo cristão reunido para o culto? Da constituição conciliar sobre a liturgia e os demais documentos oficiais da Igreja após o Concílio, destacamos seis exigências: 1. O canto na liturgia deve nascer da Palavra de Deus. 2. Deve ser cantado pelo Povo. 3. Deve ser cantado numa linguagem musical própria a cada comunidade. 4. Deve criar união na comunidade. 5. Deve ser uma forma de verdadeira arte. 6. Deve ser um sinal litúrgico. 1. O CANTO NA LITURGIA DEVE NASCER DA PALAVRA DE DEUS O canto na liturgia deve nascer da Palavra de Deus, ...

A ministerialidade da Igreja

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Frei Joaquim Fonseca, ofm Artigos publicados na Revista de Liturgia ao longo do ano de 2005 I - Introdução Neste texto, trataremos do sentido teológico, litúrgico e espiritual dos ministérios. À guisa de introdução, falaremos sobre a ministerialidade da Igreja e sua incidência na liturgia. 1.1. A ministerialidade da Igreja e sua incidência na liturgia O Concílio Vaticano II restabeleceu o conceito de Igreja como povo de Deus. Trata-se, portanto, de um povo sacerdotal, profético e régio que tem uma missão específica na Igreja e no mundo. O sacerdócio batismal confere aos leigos e leigas o pleno direito de, junto com os ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos) participar ativamente da vida e missão da Igreja. Na celebração litúrgica, este sacerdócio batismal se dá de forma visível quando acontece a participação ativa e frutuosa de toda a assembléia. A assembléia reunida no Espírito Santo constitui o corpo místico de Cristo. Um corpo com muitos membros, mas que estão a serviço...

"Quem canta, seus males espanta"

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Especialistas garantem que 'Quem canta, seus males espanta' Cristina Gawlas Viena, 16 mar (EFE).- Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes. Até pouco tempo atrás, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena. A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque "não sabem", pois assim as privam de sua capacidade de "personificação" e o acesso à experiência do som. "Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a ...

Sons para o eterno

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Encontra aqui o seu ponto de referência uma conversa sobre a música sacra, aquela música tradicional do Ocidente católico, para a qual o Vaticano II não mediu palavras de louvor, exortando não somente a salvar, mas a incrementar «com a máxima diligência» o que ele chama «o tesouro da Igreja» e, portanto, da humanidade inteira. E, apesar disso? «E, apesar disso, muitos liturgistas puseram de lado esse tesouro, declarando-o 'esotérico', 'acessível a poucos', abandonaram-no em nome da 'compreensão por todos e em todos os momentos' da liturgia pós-conciliar. Portanto, não mais 'música sacra', relegada quando muito a ocasiões especiais, às catedrais, mas somente 'música utilitária', canções, melodias fáceis, coisas corriqueiras». Também aqui o Cardeal consegue mostrar com facilidade o afastamento teórico e prático do Concílio, «segundo o qual, além do mais, a música sacra é, ela mesma, liturgia, e não um simples embelezamento acessório». E, segundo el...